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Álcool e direção não
devem se misturar
12/04/2004
Brasília
Álcool e direção não combinam. Uma pesquisa,
realizada pela Associação Brasileira de Detrans (Abdetran)
em quatro grandes capitais brasileiras (Brasília, Curitiba, Salvador
e Recife), no ano de 2001, apresentou resultados preocupantes: 61% das
pessoas envolvidas em acidentes de trânsito tinham ingerido bebida
alcoólica. No estudo, a capital federal Brasília apareceu
como a recordista, com 77,4% dos casos.
A pesquisa também revelou
que o jovem é sempre a maior vítima e que a maioria dos
acidentes fatais acontece no final de semana, principalmente nas noites
de sábado.
As reações provocadas
no organismo pelo consumo de álcool são variadas. O sistema
nervoso é alterado, podendo passar da euforia e excesso de confiança
para a depressão total. Os reflexos, perigosamente comprometidos,
tornam-se lentos, interferindo na capacidade de avaliar riscos e dirigir
com segurança. O resultado é o risco iminente de acidentes,
muitos deles fatais e colocando em risco a vida de outras pessoas que
estejam utilizando a vida, pedestres, outros motoristas e passageiros.
Para Fernando Pedrosa, especialista
em prevenção e segurança no trânsito, conduzir
um veículo é tarefa que requer habilidade e prudência.
"Esses requisitos são
facilmente anulados após o motorista ter ingerido bebida alcoólica",
explica.
Além do uso abusivo de
álcool, outros fatores fazem com que as pessoas corram maior
risco de se envolver em um acidente de trânsito.
Segundo a Coordenação-Geral
de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis
da Secretaria de Vigilância em Saúde, as condições
das vias, a alta velocidade e as condições precárias
dos veículos são freqüentemente associadas aos acidentes
registrados.
Segundo o Código de Trânsito
Brasileiro, a concentração de 0,6 gramas de álcool
por litro de sangue comprova que o condutor está alcoolizado.
Todo motorista em estado de embriaguez,
mesmo leve, compromete gravemente a sua segurança e a dos demais
usuários da via, pedestres ou não.
Dirigir bêbado é
um crime. A multa é considerada gravíssima, no valor de
R$ 957,69.
O infrator ganha sete pontos
na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) - pontuação
máxima-, tem o direito de dirigir suspenso e pode até
ser preso por um período que varia de seis meses a três
anos
Fonte: Gazeta Digital
Notícia
extraída do site
do Observatório Brasileiro de
Informações sobre Drogas